domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tempo de espera:Dois anos.





Foi esse o tempo que esperei para lhe dar um afago nos cabelos, um abraço pelos ombros, um sorriso te olhando. Foi esse o tempo que esperei para que você estivesse (e se sentisse) livre em relação às tuas vontades, pronto para me receber.Foi esse o tempo que esperei para sairmos juntos, conversar sobre qualquer coisa e não ter medo de que alguém pudesse nos ver e, assim, sermos alvo de comentários maldosos.Foi esse o tempo que esperei para me encostar em seu ombro, te convidar pra viver alguma coisa juntos, compartilhar sonhos.E hoje, depois de todo esse tempo, percebo (e sinto mais ainda), que você continua distante. Que você continua no tempo em que antes "nada" havia acontecido.Você já está presente nos meus dias, na minha pele, na minha boca.Hoje vejo que és comigo mais educado que envolvido. Portanto, justifico aqui todas as minhas tentativas de manter um contato mais próximo: o desejo de me sentir mais cúmplice.Sinto que estás em outro tempo. Talvez há dois anos atrás, quando a possibilidade de ficarmos juntos era remota. Talvez ainda seja. Talvez nunca será. Talvez esteja aí o meu erro: querer viver o presente, ser presente, estar presente.Tenha a certeza de que, por mais que eu esteja vivendo mil coisas,é com você que eu queria estar.Pertenço ao momento que você me proporciona. Não faço planos, não armo, mas desarmo quando algo não acontece. Fico indefesa, frágil, me contraio. Melhor assim.Só queria te sentir mais perto.
Ainda sou fã daqueles que surpreendem.

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